quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Oi, eu sou realista, e não romancista. [ironias]



A droga do realismo. É tão chato quanto um conhecido metido a crítico que sente um irritante prazer em ver um ponto chato na roupa alheia. Por vezes mostrei-me romântico, vivente do romantismo antigo e de pedra, sem ver mau algum ali, mas tal coisa insiste em desistir, sem ter onde se apoiar.
Irritante o realismo que me impede de querer sonhar em uma ilha deserta habitada apenas por mim e a pessoa amada. Daí me falam: " É impossível! Isso nunca vai acontecer!", tá bem, não é a minha vontade concordar, mas a força é maior. Meu choro agora se tornou irritante, irritante e sem efeito algum em relação ao que quero expressar - culpa do egocentrismo e principalmente da fragiliadade e sensibilidade romancista que, na companhia do realismo, me transforma em um humano que é fraco e até idiota quando chora na frente da pessoa amada. Pois bem, serei mais realista agora.

Bem mais realista, se nunca antes cheguei a ser: humanos que namoram precisam sair com os amigos e esquecer o amor sem se sentir culpado, pois bem - darei livre passaporte para me esquecer e se divertir com os outros em noites de parque e praia. Eu, ex-romântico e atual realista não mais poderei ser lírico e sonhar com ilhas desertas e noites a dois - sem existência de telefonemas e compromissos "importantes", afinal seria "um absurdo" pedir isto. Pois bem, tentarei não pedir uma coisa dessas, já que pedir seria como cometer um pecado imenso. Tampouco - e essa é a pior adaptação - não mais existirá o "eu sou somente seu", "você é somente meu", afinal "sempre!" existirão os terceiros, os quartos, os quintos, os fulanos, os sicranos, os amigos que perderam o namorado e precisam de ajuda, a irmã, o padrinho, a tia da vizinha da prima que ligou porque perdeu o marido... Enfim, o escambau! Sem esquecer que a minha vida não vale a existência de ninguém, portanto nunca direi, por mais que eu fosse capaz de fazer: "Eu morreria por você", tampouco a minha fome.

Realismo para mim é uma droga! Esse negócio de que o ser humano é mais humano com todos os problemas sociais não se aplica a mim... Aliás, não se aplicava, pois a partir desse exato momento declaro-me por livre e espontânea PRESSÃO, um típico e idiota realista que se preocupa com a opinião da sociedade se eu poderei dar um beijo em público. Parabéns! Tornei-me mais um! Que eu seja feliz e que eu tenha muitas noites românticas cortadas por compromissos "superiores"!


Observação: A essência de cada um, aliás, existe a minha existência, já que no realismo é cada um por si e a sociedade contra todos, a minha essência ninguém tira, nada tira. Em hipótese alguma, por motivo ou acontecimento algum.

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E a minha essência se chama "amor".

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mais uma!

Estou propício a escrever. E não apenas isso, mas é que além da necessidade, realizo a pergunta de olhos castanhos por quem tenho um real apreço. Escrevo por finalmente ter temo livre, mesmo que seja depois de voltar do colégio sem poder entrr, po ser tarde demais.

Já me vieram pensamentos de todos os tipos, mas maior parte de mim é romântica. E essa parte é aquela ainda do século XIX, lá pras bandas de 1836, onde o egocentrismo romântico reinava. Quem dera eu ser realista, mas não, parei no tempo. Falar em tempo, cheirs antigos tem invadido meu nariz, e isso é nostálgico. Um dia desses estava eu falando sobre minhas percepções e mudanças, faria uma lista se possível, mas de algum tempo pra cá diria que aprendi que gosto mais de dar chocolates de presente do que de coê-los, percebi stress de minha parte e percebi que mentiras bem contadas realmente viram verdade. Percebi que ainda sou nacizista sem cuidar tanto do corpo, o que preciso fazer o quanto antes, mas falta tempo e dinheiro, algo que me trás uma vontade enlouquecedora de gritar. Percebi que algumas coisas minhas - que por vezes tenho a sensação de ser todas coisas minhas - não afetarem ninguém, ou então não afetarem quem eu mais quero, aí então entra a tragédia: afetar algupem é como ser engraçado; é preciso SER a pessoa certa. Eu sei que fui um dia...

Percebi que nunca o terei e percebi que tenho poucos amigos, não é por não considerar os tantos que conheço e esqueço de amar, mas é que já acho que já perdi aquela essência de antes.

Sabe, leitor - escrevo só para você, e "você" é uma s[o pessoa. Você sabe que é você. rs -, tenho me cansado um pouco do teatro, só um pouquinho. Tenho aprendido que chorar é bom e viciante, o que já é uma coisa ruim. Nesse momento estou feliz e triste. Tudo ao mesmo tempo, com motivos para sentir as duas coisas.


Só sei que pensar de uma certa forma é como um vírus, mas tenho pensado assim: " Esquecer de qum não me lembro, lembrar do que importa em mim, desapaixonar o maio amor do mundo por uma doença minha e viver querendo pensar em mexer-me para me mudar."

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

VÁ!


Viagem, mas prova de amor.

E se uma dia encontrasse o amor perfeito*, a história começaria com um "era uma vez". primeiro esperaria um sim, ou talvez um nunca mais. Tudo aconteceria nesse absoluto e lacrimenjante dom da divina existência do amado.
E se ele aparecesse, eu o amaria e dançaria com ele num palco ao ar livre, com cachoeira de flores orquídeas e marcaríamos nossos passos aos sons de anjos.

É porque alguém comentou um dia: "Como deve ser bom amar alguém que te ama.", daí imaginei isso.

Desde os céus do Egito aos sons das hastes do paraíso, tu mandaria buscar para provar meu amor. Desde os fios de mármore rosados, vermelhos, roxos e verdes do mais geitoso arquiteto indiano, até os rubis das terras e rochas mais férteis, passando pelas mais lindas cores ainda naão conhecidas,e chegando aos mais poderosos feiticeiros que possam trazer alegraia de segundo a segundo aos ares onde viveria o amado.

E se quisesse o destino levá-lo cedo demais, natural como o luto do filho que perde a mãe, todo s os presentes no lugar onde meu amado habita ra chorariam por três anos seguidos. Em luto. Sem dança, sem sorrisos, sem festas, sem a alegria e calma que o amado trouxera quando abria os olhos, quando respirava.
As sombras do mausoléu ficariam mais negras que o normal, passaria menos luz pelas frestas detalhadas pelos melhores arquitetos já existentes. Seria um lugar grande, um lugar frio, um lugar com um trono no centro do palácio revestido de fios de mármore e pedaços quadrados, milimetricamente do mesmo tamanho, todos. E no trono estaria eu, e de lado a ausencia do amado.
E eu estaria sozinho na espera ansiosa de morrer e me deixar ser enterrado ao lado dele. O lugar que construi serviria de prova a todos que vissem, mesmo com o perfeito enquadramento do agora morto jardim, que ali viveu o homem mais apaixonado da face da Terra.

Mas é porque alguém um dia comentou: "Como deve ser bom amar alguém que te ama.", e só por isso imaginai isto.

Tiago Castelo

Fases da Paixão

Sofri grandes momentos de amor,
Que até hoje não superei a dor.
Tive momentos de fraqueza.
Só sei que chorei, com certeza.
Vivi momentos de alegria
Que ainda lembro-me dos dias.
Ninguém suporta viver na solidão
Porque isso acaba com o coração
Mas prometa-me que algum dia,
retornará ao meu coração.
E jure aos meus ouvidos
que isso não é um amor infinito,
É apenas ilusão!

Monalisa Varela