quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ah, Dezembro...!



Ah, meu bem. Mas é dezembro!
Dezembro chegou! E já me invadiu as narinas o cheiro do mês, é cheiro de dezembro, mas não é qualquer um,
é cheiro moderado de dezembro,
um vermelho com tons de rosa, sem deixar de se notar a cor das músicas, do ar e o cheiro que tem todos os sorrisos de um rosto só: do meu. E que este seja como todos os outros, não importa, ou que seja melhor.

Sonhar no décimo segundo mês me trás vagalumes aos olhos.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

cabreiríssimo.



É quinem efeitos especiais dos States, sabe? Aparece primeiro o olho e vai entrando, não entrando de um jeito científico, objetivo; é entrando no olho de uma forma subjetiva e metafórica.
Aí, lá dentro tem um monte de coisas que meus queridos queriam saber sobre mim, ou até você mesmo algumas vezes. É vontadezinha de descobrir o que tanto mexe, pula e grita dentro de mim, Tiago Castelo.

E ainda vêm me dizer que meu otimismo é irritante e sonso. E que esqueci de ser bicho cabreiro. Só sei que foi engaraçado ouvir.

Nesses tempos eu não sou a parte, mas o todo.
Chegue mais perto nesses tempos, aproveite!, não seja tolo! Isso, aproxime-se.
E descubra que por um instante, parece que tudo não passa de efeitos especiais dos States.

aos 12.


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É só vontade de andar mais de bicicleta. vontade de mover meu corpo e lábios. eu preciso disso.

antes ele só tinha 12 e tinha como sonho uma bicicleta e um computador. com 15 um apartamento e um amor pra poder compartilhar o pró-seco.

coitado, tá com 16 e tá rodiado de gente que não quer ter a idade que tem. Isso o assusta e o faz não saber exatamente o que quer; ou então o faz querer muita coisa, tudo junto ao mesmo tempo - e querer muita coisa é o mesmo que não estar satisfeito com quase tudo. - mesmo percebendo a distância.

Ele esqueceu de ser criança e pensar que, correndo, é fácil chegar onde quer. E uma calçada é um parque dos dinossauros, as árvores são grandes florestas e a mãe é aquela que grita: "pára de correr, menino!", e ele só sorri.


sorri. só isso.


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ah, esqueci de avisar: o fulano é muito feliz.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

VÁ!

"Eu te amo...!
Quantas vezes...?"

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Curso De Princípios Básicos de Teatro - Tarde. Apresenta:


MAQUINOCRACIA
Espetáculo de conclusão dos alunos do curso da turma de 2009.
No Theatro José de Alencar, dias 17, 18 e 19 de Dezembro na
Sala de Teatro Nadir Papi Sabóia, Anexo CENA, às 15h e 18hrs. Entrada Franca.
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"Aqui vende... Corrupção, aparelho celular, carros, fumaça, cidade...!"

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Oi, eu sou realista, e não romancista. [ironias]



A droga do realismo. É tão chato quanto um conhecido metido a crítico que sente um irritante prazer em ver um ponto chato na roupa alheia. Por vezes mostrei-me romântico, vivente do romantismo antigo e de pedra, sem ver mau algum ali, mas tal coisa insiste em desistir, sem ter onde se apoiar.
Irritante o realismo que me impede de querer sonhar em uma ilha deserta habitada apenas por mim e a pessoa amada. Daí me falam: " É impossível! Isso nunca vai acontecer!", tá bem, não é a minha vontade concordar, mas a força é maior. Meu choro agora se tornou irritante, irritante e sem efeito algum em relação ao que quero expressar - culpa do egocentrismo e principalmente da fragiliadade e sensibilidade romancista que, na companhia do realismo, me transforma em um humano que é fraco e até idiota quando chora na frente da pessoa amada. Pois bem, serei mais realista agora.

Bem mais realista, se nunca antes cheguei a ser: humanos que namoram precisam sair com os amigos e esquecer o amor sem se sentir culpado, pois bem - darei livre passaporte para me esquecer e se divertir com os outros em noites de parque e praia. Eu, ex-romântico e atual realista não mais poderei ser lírico e sonhar com ilhas desertas e noites a dois - sem existência de telefonemas e compromissos "importantes", afinal seria "um absurdo" pedir isto. Pois bem, tentarei não pedir uma coisa dessas, já que pedir seria como cometer um pecado imenso. Tampouco - e essa é a pior adaptação - não mais existirá o "eu sou somente seu", "você é somente meu", afinal "sempre!" existirão os terceiros, os quartos, os quintos, os fulanos, os sicranos, os amigos que perderam o namorado e precisam de ajuda, a irmã, o padrinho, a tia da vizinha da prima que ligou porque perdeu o marido... Enfim, o escambau! Sem esquecer que a minha vida não vale a existência de ninguém, portanto nunca direi, por mais que eu fosse capaz de fazer: "Eu morreria por você", tampouco a minha fome.

Realismo para mim é uma droga! Esse negócio de que o ser humano é mais humano com todos os problemas sociais não se aplica a mim... Aliás, não se aplicava, pois a partir desse exato momento declaro-me por livre e espontânea PRESSÃO, um típico e idiota realista que se preocupa com a opinião da sociedade se eu poderei dar um beijo em público. Parabéns! Tornei-me mais um! Que eu seja feliz e que eu tenha muitas noites românticas cortadas por compromissos "superiores"!


Observação: A essência de cada um, aliás, existe a minha existência, já que no realismo é cada um por si e a sociedade contra todos, a minha essência ninguém tira, nada tira. Em hipótese alguma, por motivo ou acontecimento algum.

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E a minha essência se chama "amor".